24/04/2007

A alvorada que amanhece,
A música que enternece
Meu espírito faminto!
A melodia que paira
Ao entardecer do dia!
O sossego que respiro,
Acalmaria que sinto abraçar-me!
A paz por que anseava,
Encontrei-a!
A magia do viver,
A nostalgia do querer...

23/04/2007

O equívoco que foi o meu casamento
De quase uma década...
O tempo útil que perdi
Ao investir numa relação
Sem futuro previsto...
Tempos de outrora
Que deixam um vazio
E angústia recalcada!
Ferida que sara lentamente
E desvanece-se completamente!

19/04/2007

13/04/2007

Viajo pelo infinito,
Encontro a calmaria.
Deixo-me levar pela nostalgia
De outrora...
Ao amanhecer abro as janelas
Da minha alma.
Aqueço o coração gélido...
Busco agora o que perdi!

10/04/2007

O ser rasca

Como uma gaivota
Sobrevoando o oceano,
Perco-me na imensidão do tempo e do espaço.
Leve como a brisa,
Minha mente percorre o mundo imaginário.
Procuro o infinito, a razão existencial
Da vida, do ser...
Vagueio por estradas sombrias
Que se me apresentam.
Percorrendo caminhos e labirintos
Na estrada da vida,
Sou mais um ser
Que procura o verdadeiro «Eu»...
Um «Eu» que se veste de preconceitos,
Por normas sociais irreversíveis,
Que luta diariamente pela sobrevivência moral.
No mundo da fantasia,
Impregnando um perfil distante,
Vive o Homem, o ser rasca,
Aquele que nunca se revelou verdadeiramente...

04/04/2007

Brota a flor,
Nasce o dia,
Voa a ave
Em calmaria!
Um raio de sol
Aquece, então,
Um gélido coração...
Dança o mar
Em hipnótica melodia;
Chega a noite,
Triste e fria!
Vai minha mente
Flutuando sobre o mar.
Ausente, presente em pensamento.
Procuro-te no infinito
Enão te encontro.
Busco outrora
A inocência de teus actos...
Entrego-me em vão desespero,
Na ilusão de te poder ter.
Contudo, estás aqui:
Abandono-me à fantasia
E consigo alcançar-te.